Olho da Rua


Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

Barra.



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Terça-feira, Janeiro 03, 2012

Nneka



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Domingo, Dezembro 18, 2011

Cesaria Evora



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Domingo, Dezembro 04, 2011



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Quarta-feira, Setembro 28, 2011

Tororó



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Quinta-feira, Setembro 22, 2011

Av. Suburbana



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Segunda-feira, Setembro 19, 2011

Vitória



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Quarta-feira, Setembro 14, 2011

Federação



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Segunda-feira, Setembro 05, 2011

Cabula



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Sexta-feira, Agosto 12, 2011

Artista de rua faz tributo à Revolta dos Alfaiates

De condenados a heróis, mártires representam continuidade das injustiças sociais

No início eram quatro cabeças de gesso presas em uma parede de tijolos nus na Rua da Forca, no centro de Salvador. Uma semana depois, uma das cabeças desapareceu e dois corpos, também esculpidos em gesso, surgiram ao redor das cabeças que sobraram. Na sexta-feira passada, quase dois meses depois da aparição das primeiras peças, um novo corpo – de braços abertos e dependurado por uma forca – amanhece preso ao muro, conferindo mais dramaticidade ao conjunto e aumentando a curiosidade dos transeuntes. “Acho que vai servir para propaganda de algum produto”, arrisca a estudante Mariene do Nascimento, 21 anos, que caminha apressada para o ponto de ônibus. Moradores e comerciantes do local são testemunhas do nascimento das misteriosas esculturas durante a noite, vendo quando elas são transportadas do sobrado nº 102 e, cuidadosamente cimentadas na velha parede, sobre um antigo mural da Copa de 2010 – lembranças do hexa que não veio. A idéia das esculturas coladas sobre o muro, como um grafite em 3D, saiu da cabeça do artista visual Eduardo Silva, de 32 anos, que as montava nas horas de folga entre os vários ofícios que desempenha para sobreviver. Em sua oficina, restaura imagens religiosas, conserta instrumentos musicais, constrói móveis e faz trabalhos com fibra de vidro.

Autodidata, Eduardo diz que aprimorou a técnica da escultura durante uma temporada de estudos em Trento, na Itália. O enigmático trabalho é uma homenagem à Revolta dos Alfaiates, ou Revolta dos Búzios, conspiração feita por negros e mestiços contra a Coroa Portuguesa, em 1798. ”É função do artista fazer com que o povo se atente para a história que o formou”, explica. A injustiça histórica da condenação de quatro líderes populares da considerada primeira revolução social do Brasil, únicos rebeldes enforcados e esquartejados em praça pública, inspirou a obra que questiona a continuidade da desigualdade social. “Tive essa idéia ao saber que eles foram considerados heróis nacionais”, conta Eduardo, referindo-se ao decreto sancionado em março, pela presidente Dilma, que inscreve os nomes dos quatro líderes da Revolta no livro de Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade. Ironicamente, na mesma época, os bustos dos mártires da revolução, colocados na Praça da Piedade há sete anos pela Prefeitura, foram retirados por falta de segurança – o busto de Manuel Faustino tinha sido furtado pela segunda vez. Hoje, poucas horas antes do início das comemorações em memória à Revolta dos Alfaiates, as esculturas de bronze foram recolocadas na Praça – agora apoiadas em reforçados pedestais.

Vende-se um artista

A Praça da Piedade também será palco do novo trabalho de Eduardo, uma instalação com esculturas de moradores de rua e usuários de crack, espelho da atual realidade do local. ”Como moro aqui na região, assisto a degradação dessas pessoas; alguns amigos meus entraram nessa vida, e hoje são renegados pela própria família”. Por esse motivo, convidará pessoas comuns, ”sem essas feridas da rua”, para serem modelos das esculturas, mostrando que qualquer um poderia estar nessa situação.

Induzir a reflexão como estas é o motivo de sua preferência por expor seus trabalhos na rua. ”Até hoje não tive uma galeria de arte melhor do que essa; quando o povo passa e vê a obra, fala o que realmente sente”. Mas essa reação pode ser silenciosa, como percebeu o artista ao ter uma pequena escultura sua arrancada do Largo 2 de Julho. ”Era em fibra de vidro e pintada de dourado, acharam que tinha algum valor comercial”, justifica. Mesmo encarando com naturalidade as consequências de expor a céu aberto, após essa experiência, passou a usar materiais menos cobiçados, como o gesso, embora esteja aberto à interação que para ele não acontece tanto nas galerias, diminuindo a distância entre o público e a obra. “Se quebrarem um pedaço da obra ou a picharem, acho que é uma transformação”. A crítica ao mercado de arte tradicional é tema recorrente em seu trabalho, como na performance “Vende-se um artista a preço de banana”, apresentada com seu grupo, o Coletivo 100 Nome, na abertura da Bienal do Recôncavo de 2010, com a qual fortalece sua crença na “subversiva arte das ruas“. Diferente dos espaços artísticos convencionais, Eduardo vê no espaço urbano o local apropriado para se consumir a arte de maneira mais espontânea. ”As pessoas entram na galeria com a mente preparada para ver obras de arte. Na rua, não, se torna uma surpresa, e aí se determina se é arte ou não“, filosofa.



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Sábado, Julho 02, 2011

Campo Grande



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